Cristiano Zanin foi designado relator de ação do PSD que questiona efeitos da retotalização dos votos para governador do Rio de Janeiro.
Por Redação Pimenta Notícias
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado em 16 de outubro para relatar uma nova ação do PSD sobre a eleição para governador do Rio de Janeiro. O partido pede a realização de segundo turno após a anulação de votos de Anthony Garotinho (Republicanos) e a retotalização realizada pela Justiça Eleitoral.
Depois do recálculo, Douglas Ruas (PL) passou de 49,27% para 50,88% dos votos válidos e foi proclamado eleito no primeiro turno. A alteração no percentual não significa que mais eleitores tenham votado em Ruas: mudou o total de votos considerados válidos para o cálculo da maioria.
Por que os votos foram recalculados?
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anulou os votos atribuídos a Anthony Garotinho e determinou a retotalização. Quando votos deixam de ser considerados válidos, o denominador utilizado para calcular o percentual de cada candidato pode diminuir, elevando a participação proporcional dos demais concorrentes.
No caso do Rio de Janeiro, a alteração foi suficiente para fazer Ruas superar a maioria absoluta exigida para a eleição no primeiro turno. Esse efeito matemático é a origem da controvérsia judicial apresentada pelo PSD.
Qual é o argumento do PSD?
O partido, ao qual pertence Eduardo Paes, sustenta que a definição sobre realizar um segundo turno deveria observar a manifestação dos eleitores e questiona as consequências de uma exclusão posterior de votos para o resultado da eleição.
Esse é o argumento de uma das partes do processo, não uma conclusão já acolhida pelo Supremo. O TSE, por sua vez, aplicou as regras eleitorais que fundamentaram a anulação e a nova totalização.
O Supremo já determinou nova votação?
Não. A notícia divulgada em 16 de outubro informa a distribuição do novo pedido a Zanin, e não uma decisão favorável à realização de outro turno. Em ação anterior relacionada ao mesmo tema, o ministro havia negado a suspensão pretendida pela campanha de Paes.
O pedido poderá exigir nova análise de questões processuais e do alcance da competência do STF em relação às decisões da Justiça Eleitoral. Até eventual decisão em sentido diferente, o resultado formalmente proclamado pelo TRE-RJ permanece a referência oficial.
A fotografia mostra o ministro Zanin em atividade judicial anterior, em setembro de 2026, e não retrata a distribuição do processo.
Fonte: Agência Brasil (16/10/2026), com referências às decisões do TSE e do TRE-RJ.