Levantamento referente ao segundo semestre de 2025 coloca estado em terceiro lugar no país por participação laboral.
Por Redação Pimenta Notícias
Rondônia registrou 61,32% das pessoas privadas de liberdade em atividades laborais no segundo semestre de 2025, de acordo com dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) divulgados pelo governo estadual em outubro. O percentual colocou o estado na terceira posição nacional nesse indicador.
O levantamento contabilizou 5.066 pessoas em trabalho durante o cumprimento de pena, sendo 4.754 homens e 312 mulheres. O número corresponde ao período pesquisado e não representa uma contagem em tempo real.
O que esse índice representa?
A proporção mede a participação em atividades de trabalho no sistema prisional, não o emprego formal da população geral. Também não permite concluir isoladamente que houve redução da reincidência criminal ou melhoria de todos os aspectos da execução penal.
Trabalho e reintegração social
As oportunidades laborais integram políticas que buscam oferecer ocupação e desenvolvimento de habilidades durante a privação de liberdade. A qualidade dessas iniciativas depende de condições de participação, capacitação e possibilidades de continuidade após o cumprimento da pena.
Como os dados são registrados
O Sisdepen reúne informações fornecidas sobre unidades e população custodiada. Comparações entre estados exigem o mesmo recorte temporal e a metodologia oficial, já que números absolutos não equivalem a percentuais.
A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) associa o resultado às ações desenvolvidas no sistema prisional. Para avaliar a política de maneira abrangente, também importa observar distribuição das vagas, acesso de diferentes perfis e acompanhamento dos egressos.
Como ler os dados de participação laboral
O Sisdepen apontou 4.485 pessoas em trabalho no primeiro semestre de 2025 e 5.066 no segundo semestre, aumento de 581 ou cerca de 12,96%. O terceiro lugar nacional atribuído a Rondônia resulta do percentual de participação laboral, não do número total de pessoas em unidades prisionais.
O trabalho pode abranger atividades internas ou externas, mediante critérios, programas e convênios. Para avaliar seus resultados é necessário observar quantas vagas são remuneradas, as condições oferecidas, a distribuição entre estabelecimentos e as oportunidades depois da saída do sistema.
Esse indicador, isoladamente, não mede reincidência criminal nem permite comparar diretamente a situação com empregos formais. A foto de arquivo registra uma fábrica com trabalho de pessoas privadas de liberdade em Guajará-Mirim em 2024 e não a coleta estatística referente a 2025.
Fonte: Senappen/Sejus/Secom-RO