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Rondônia monitora cerca de 360 tartarugas-da-Amazônia no Parque Estadual Corumbiara

• 22:19:00
Rondônia monitora cerca de 360 tartarugas-da-Amazônia no Parque Estadual Corumbiara
Arquivo Sedam/Secom-RO — fotografia oficial do monitoramento de tartarugas-da-Amazônia no Parque Corumbiara, outubro de 2026 — origem e licença da imagem

Pesquisa feita de 2 a 23 de outubro acompanha reprodução, ninhos e impacto da variação do Rio Guaporé na preservação da espécie.

Por Redação Pimenta Notícias

Uma operação de acompanhamento da fauna silvestre no Parque Estadual Corumbiara, em Pimenteiras do Oeste, está reunindo informações sobre a reprodução da tartaruga-da-Amazônia, espécie considerada o maior quelônio de água doce da América do Sul. O trabalho ocorre entre 2 e 23 de outubro e já registrou dados biométricos de aproximadamente 360 fêmeas.

A iniciativa é conduzida pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), dentro do Projeto Quelônios da Amazônia, com participação de pesquisadores e estudantes da Universidade Federal de Rondônia, do Ibama e do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA).

O que as equipes observam durante o monitoramento

Os profissionais acompanham as áreas de desova, verificam os ninhos, realizam contagem e pesagem de ovos e registram informações como temperatura e dimensões dos animais. As medições incluem comprimento e largura da carapaça e da parte inferior do casco, além do peso das fêmeas.

Após os procedimentos técnicos e a identificação individual por microchips, os animais são devolvidos ao ambiente natural. Os dados obtidos permitem comparar a reprodução dos quelônios com as condições ambientais e aperfeiçoar estratégias de proteção da espécie.

Oscilações do Rio Guaporé ameaçam ninhos

O coordenador de Unidades de Conservação da Sedam, Daniel Santos de Souza, afirmou que a variação do nível do Rio Guaporé está entre os principais desafios enfrentados pela espécie na região. O aumento da água pode inundar praias e ninhos, reduzindo as chances de desenvolvimento dos ovos.

Segundo a secretaria, o acompanhamento realizado desde 2023 identifica alterações nos períodos de desova e riscos associados à subida do rio. Essas informações contribuem para decisões de manejo e para a identificação de áreas que necessitam de proteção especial.

Pesquisa também envolve formação de estudantes

A participação de estudantes da Unir aproxima formação acadêmica e conservação ambiental. A atividade fornece dados que podem embasar estudos sobre ecologia, reprodução e resposta dos animais a mudanças no regime das águas.

A Sedam destaca que a exploração excessiva de adultos e ovos provocou pressão histórica sobre as populações de tartarugas amazônicas. O monitoramento procura reduzir riscos e apoiar ações de conservação de longo prazo. Imagem oficial de campo divulgada pela Sedam em outubro de 2026.

Fonte oficial: Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental de Rondônia (Sedam) / Secom-RO.

Fonte: Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental de Rondônia (Sedam) / Secom-RO

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