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Pesquisa revela que 82% dos adultos rejeitam celular para crianças até três anos

• 00:20:00
Pesquisa revela que 82% dos adultos rejeitam celular para crianças até três anos
Arquivo/Campo Grande News (2020) — família utilizando celular para aulas remotas; não é imagem de criança de até 3 anos nem dos participantes da pesquisa — origem e licença da imagem

Instituto Locomotiva ouviu 1.367 pessoas; levantamento também aponta mudança de percepção conforme a idade e dúvidas sobre uso de telas.

Por Redação Pimenta Notícias

Uma pesquisa do Instituto Locomotiva divulgada nesta sexta-feira (9), às vésperas do Dia das Crianças, aponta que 82% dos adultos brasileiros são contrários à exposição de crianças de até três anos ao celular. Outros 15% se disseram favoráveis. O levantamento reúne opiniões da população adulta sobre os limites e as possibilidades do uso de dispositivos digitais na infância.

Foram entrevistadas 1.367 pessoas com 18 anos ou mais entre 28 de setembro e 6 de outubro de 2026. Os números medem a percepção dos entrevistados e não devem ser confundidos com um levantamento que comprove diretamente a quantidade de crianças usuárias ou a ocorrência de doenças.

Rejeição diminui entre as crianças maiores

O estudo aponta que 75% dos adultos são contra o uso de celular por crianças de quatro a sete anos. Quando a pergunta aborda o recebimento de um aparelho próprio, 52% dos entrevistados admitem essa possibilidade até os 12 anos de idade.

O contraste mostra que as expectativas variam conforme a idade. Também indica que as pessoas podem ter percepções diferentes sobre utilizar um dispositivo ocasionalmente e possuir um telefone próprio, com acesso contínuo a aplicativos, mensagens e conteúdos on-line.

O que dizem orientações sobre o uso de telas

O Guia sobre Usos de Dispositivos Digitais, publicado pelo governo federal, recomenda que crianças com menos de dois anos não sejam expostas a telas, com exceção de contatos com familiares por videochamadas. Para idades maiores, a orientação é estabelecer limites apropriados e acompanhamento por responsáveis.

A decisão das famílias deve considerar as necessidades individuais, a qualidade do conteúdo, a interação presencial e o cuidado com a segurança digital. Aplicativos podem oferecer atividades educativas, mas o uso sem supervisão ou por períodos excessivos pode competir com brincadeiras, sono e convivência familiar.

Brincadeiras e proteção na internet

Na mesma pesquisa, 83% afirmaram perceber que crianças de hoje preferem celular ou televisão a brincar na rua. Outros 73% avaliam que brincar ao ar livre é melhor do que ficar diante de telas. Essas opiniões ajudam a compreender preocupações sociais, mas não substituem pesquisas de comportamento infantil.

A discussão também envolve regras de proteção digital para crianças e adolescentes, inclusive medidas de supervisão por adultos responsáveis. Na prática, o cuidado passa por combinar o diálogo em família, o conhecimento das ferramentas disponíveis e a atenção aos riscos de exposição de dados pessoais.

Fonte: Instituto Locomotiva / Agência Brasil.

Fonte: Instituto Locomotiva / Agência Brasil

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