Instituto Locomotiva ouviu 1.367 pessoas; levantamento também aponta mudança de percepção conforme a idade e dúvidas sobre uso de telas.
Por Redação Pimenta Notícias
Uma pesquisa do Instituto Locomotiva divulgada nesta sexta-feira (9), às vésperas do Dia das Crianças, aponta que 82% dos adultos brasileiros são contrários à exposição de crianças de até três anos ao celular. Outros 15% se disseram favoráveis. O levantamento reúne opiniões da população adulta sobre os limites e as possibilidades do uso de dispositivos digitais na infância.
Foram entrevistadas 1.367 pessoas com 18 anos ou mais entre 28 de setembro e 6 de outubro de 2026. Os números medem a percepção dos entrevistados e não devem ser confundidos com um levantamento que comprove diretamente a quantidade de crianças usuárias ou a ocorrência de doenças.
Rejeição diminui entre as crianças maiores
O estudo aponta que 75% dos adultos são contra o uso de celular por crianças de quatro a sete anos. Quando a pergunta aborda o recebimento de um aparelho próprio, 52% dos entrevistados admitem essa possibilidade até os 12 anos de idade.
O contraste mostra que as expectativas variam conforme a idade. Também indica que as pessoas podem ter percepções diferentes sobre utilizar um dispositivo ocasionalmente e possuir um telefone próprio, com acesso contínuo a aplicativos, mensagens e conteúdos on-line.
O que dizem orientações sobre o uso de telas
O Guia sobre Usos de Dispositivos Digitais, publicado pelo governo federal, recomenda que crianças com menos de dois anos não sejam expostas a telas, com exceção de contatos com familiares por videochamadas. Para idades maiores, a orientação é estabelecer limites apropriados e acompanhamento por responsáveis.
A decisão das famílias deve considerar as necessidades individuais, a qualidade do conteúdo, a interação presencial e o cuidado com a segurança digital. Aplicativos podem oferecer atividades educativas, mas o uso sem supervisão ou por períodos excessivos pode competir com brincadeiras, sono e convivência familiar.
Brincadeiras e proteção na internet
Na mesma pesquisa, 83% afirmaram perceber que crianças de hoje preferem celular ou televisão a brincar na rua. Outros 73% avaliam que brincar ao ar livre é melhor do que ficar diante de telas. Essas opiniões ajudam a compreender preocupações sociais, mas não substituem pesquisas de comportamento infantil.
A discussão também envolve regras de proteção digital para crianças e adolescentes, inclusive medidas de supervisão por adultos responsáveis. Na prática, o cuidado passa por combinar o diálogo em família, o conhecimento das ferramentas disponíveis e a atenção aos riscos de exposição de dados pessoais.
Fonte: Instituto Locomotiva / Agência Brasil.