Levantamento aponta alta nacional de 19,6%, mas estima redução de 6,6% na produção de conilon; entenda as diferenças.
Por Redação Pimenta Notícias
A produção brasileira de café deverá atingir 67,6 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, conforme estimativa divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no terceiro levantamento da cultura. O volume representa crescimento de 19,6% sobre a safra anterior e, se confirmado, será o maior da série histórica da companhia.
O cenário nacional, contudo, apresenta comportamentos diferentes para as variedades de café. Enquanto o arábica contribui para o aumento total, o conilon tem previsão de queda, uma diferença importante para regiões produtoras de robusta, como Rondônia.
Qual a previsão para cada tipo de café?
A Conab estima 48,2 milhões de sacas de arábica, variedade que representa cerca de 70% do café brasileiro. Para o conilon, o volume previsto é de 19,4 milhões de sacas, recuo de 6,6% em relação a 2025.
No caso do conilon, a companhia aponta redução de produtividade média apesar de expansão de aproximadamente 4% da área em produção. O Espírito Santo, principal produtor da variedade, teve desempenho afetado por floradas irregulares e condições climáticas desfavoráveis.
O que isso significa para Rondônia?
Rondônia é reconhecida pela produção de Robustas Amazônicos e tem municípios com forte presença da cafeicultura. A estimativa nacional não pode ser convertida automaticamente em resultado estadual: é necessário analisar o dado específico de Rondônia para dimensionar a produção local.
Para o produtor, o volume nacional influencia as expectativas de mercado, mas o preço recebido depende também de qualidade, classificação, comercialização, custos de produção e condições de oferta e demanda. Uma safra recorde no país não implica necessariamente aumento de renda em cada propriedade.
Como está o comércio exterior?
Segundo os dados de comércio exterior citados pela Conab, o Brasil exportou cerca de 3,8 milhões de sacas em agosto, crescimento sobre julho e agosto de 2025. No acumulado de janeiro a agosto, porém, houve queda de 6,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Os números indicam que uma melhora mensal pode coexistir com retração do volume vendido no acumulado do ano. Para acompanhamento da próxima safra, é importante consultar novos levantamentos e não tomar a projeção de setembro como resultado definitivo.
A fotografia é de uma colheita real de café em Rondônia em 2023, fornecida pela Emater-RO, e não representa a safra nacional estimada para 2026.
Fonte: Conab, 3º levantamento da safra de café 2026, 24/09/2026.