Experiência acompanhada pela Emater utiliza isolamento da área e regeneração natural para recuperação da vegetação.
Por Redação Pimenta Notícias
Uma propriedade cafeeira em Cacoal está recuperando uma nascente e cerca de dois hectares de Área de Preservação Permanente (APP) por meio do isolamento da área e da regeneração natural. O trabalho é desenvolvido na propriedade de João Alves da Luz, produtor de cafés Robustas Amazônicos Especiais.
A iniciativa integra o projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL Brasil), em parceria com a Emater-RO, a Sedam e a organização Ecoporé. O caso destaca uma forma de organizar a conservação ambiental dentro da gestão da propriedade rural.
Como funciona a regeneração natural?
A técnica permite que a própria vegetação se recupere, quando existem condições adequadas e são controlados fatores que provocam degradação. Em algumas situações, restringir novas interferências e acompanhar a área contribui para o estabelecimento gradual das plantas.
Por que preservar uma nascente?
O cuidado com o entorno das nascentes e com a cobertura vegetal contribui para a proteção do solo e dos recursos hídricos. A recuperação também se relaciona a compromissos ambientais exigidos para determinadas áreas rurais.
Resultados exigem acompanhamento
O isolamento de uma área não significa que a regeneração esteja concluída. A evolução depende do estado do solo, da vegetação existente e de eventuais intervenções adicionais. Algumas áreas degradadas podem precisar de técnicas diferentes, inclusive plantio ou controle específico da erosão.
Na experiência divulgada pelo governo estadual, a assistência técnica é parte do acompanhamento e da recuperação da vegetação. O resultado em Cacoal mostra uma possibilidade de conciliar cafeicultura e proteção ambiental, sem indicar que a mesma solução sirva automaticamente a qualquer propriedade.
Por que isolar a área pode reduzir custos
De acordo com a Emater-RO, uma área que mantém sementes viáveis e vegetação nas proximidades pode recuperar parte de sua cobertura naturalmente após o isolamento. Cercar o perímetro ajuda a reduzir circulação de animais e perturbações, enquanto o monitoramento técnico permite decidir se serão necessárias ações adicionais. A experiência não substitui diagnóstico ambiental nem comprova recuperação completa apenas com o cercamento da nascente.
Foto de arquivo de 2025 de João Alves da Luz com a esposa e produtos do Café da Luz. A fotografia identifica o produtor citado, mas não mostra a nascente nem a recuperação da área realizada em 2026.