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Produtora de Porto Velho cria marca de café após colher 92 sacas por hectare

• 11:14:00
Produtora de Porto Velho cria marca de café após colher 92 sacas por hectare
Sistema Faperon/Senar Rondônia — divulgação — origem e licença da imagem

Maria José Borges da Silva apresenta café Chaleira Quente e planeja dobrar o número de plantas com apoio de assistência técnica do Senar.

Por Redação Pimenta Notícias

Uma produtora rural de Porto Velho transformou a assistência técnica recebida na propriedade em uma estratégia para vender café com marca própria. Maria José Borges da Silva apresentou ao Sistema Faperon/Senar, em outubro, o produto Chaleira Quente, resultado de um ciclo de acompanhamento da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar Rondônia. O caso foi divulgado pela entidade em 13 de outubro.

A propriedade já contava com aproximadamente 3 mil pés de café, de clones identificados como 08, 025 e AS2. O cultivo utiliza fertirrigação, técnica que combina irrigação com a aplicação de nutrientes. Durante o atendimento, a produtora recebeu orientações sobre manejo, nutrição das plantas, adubação e organização da atividade, segundo o relato institucional.

Os resultados da safra ajudam a dimensionar o negócio. Em visita técnica realizada em fevereiro, a expectativa era colher 100 sacas. A produção efetiva chegou a 92 sacas em um hectare. A diferença entre previsão e colheita deve ser registrada para evitar a impressão de que a meta projetada foi integralmente alcançada; ainda assim, a quantidade obtida sustenta a decisão de buscar novos mercados.

A mudança não ficou restrita ao campo. Maria José decidiu apresentar o café ao consumidor com identificação própria, em vez de depender exclusivamente da venda a intermediários. Na avaliação relatada pela produtora ao Senar, a marca amplia a possibilidade de agregar valor ao produto e de mostrar que a capital rondoniense também participa da cadeia cafeeira.

A iniciativa ganha relevância porque o ganho econômico do produtor não depende apenas do volume colhido. Custos de produção, padronização, embalagem, comercialização e acesso ao comprador influenciam a renda final. O caso apresentado pelo Senar não traz balanço financeiro, preço de venda ou margem de lucro da marca; por isso, não é possível calcular quanto a estratégia aumentou o faturamento.

Com o primeiro ciclo de atendimento concluído, a produtora já planeja ampliar a área cultivada. Uma propriedade vizinha deverá receber novo talhão com cerca de 3 mil plantas dos clones AS2, R22, 08, 025 e LB15. Trata-se de plano de expansão informado pela instituição, e não de produção adicional já colhida ou comercializada.

O acompanhamento foi realizado pelo técnico de campo Victor Kloos, sob supervisão de Luan Carlos Burg. A produtora manifestou interesse em continuar recebendo orientação por meio do Pós-ATeG. A continuidade da assistência pode ser importante para acompanhar a nova área e comparar indicadores de produtividade, mas a fonte consultada não informa se o atendimento posterior já foi aprovado.

O relato oferece um exemplo concreto de como a assistência técnica pode conectar práticas de cultivo, gestão e posicionamento comercial. A reportagem não generaliza os resultados de uma propriedade para todos os cafeicultores do estado. As informações foram verificadas na publicação original do Sistema Faperon/Senar, e a fotografia da própria divulgação mostra a produtora apresentando embalagens do café Chaleira Quente.

Fonte: Sistema Faperon/Senar — Maria Odete Barbosa, 13/10/2026

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