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Operação Dissolução mira facção que controlava acesso de moradores na zona sul de Porto Velho

• 07:54:00
Operação Dissolução mira facção que controlava acesso de moradores na zona sul de Porto Velho
Polícia Federal/Divulgação — agentes durante a Operação Dissolução em Rondônia, 16/10/2026 — origem e licença da imagem

Força integrada cumpriu 23 mandados de prisão temporária e 18 de busca em Porto Velho e Alto Paraíso; investigação apura tráfico, extorsões e ataques violentos.

Por Redação Pimenta Notícias

Uma investigação sobre o domínio territorial de um conjunto residencial popular na zona sul de Porto Velho levou à deflagração da Operação Dissolução, na sexta-feira (16). A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Rondônia (FICCO/RO), com apoio das polícias Civil e Militar, executou medidas judiciais para atingir uma célula de facção investigada por tráfico de drogas, extorsão e crimes violentos.

Segundo a Polícia Federal, a 1ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho expediu 23 mandados de prisão temporária e 18 de busca e apreensão. As diligências foram realizadas na capital e em Alto Paraíso. Os números se referem às ordens judiciais determinadas, não a um balanço definitivo de pessoas presas.

Controle de entrada e vigilância armada

A investigação descreve um sistema de controle de acesso de moradores e visitantes, associado à presença de vigilância armada e pontos de comercialização de drogas. O grupo é suspeito de impor regras internas em área residencial e de utilizar a violência para manter influência territorial. A apuração abrange principalmente fatos ocorridos entre 2024 e 2025.

Os investigadores apontam funções distintas entre os integrantes: guarda de armamentos, arrecadação de valores provenientes do tráfico, distribuição de recursos, vigilância dos pontos de venda e aplicação de punições internas. Também são apuradas ligações entre pessoas em liberdade e integrantes que já se encontravam no sistema prisional.

Homicídios e ataques estão sob investigação

De acordo com a PF, a célula é investigada por possíveis participações em homicídios consumados e tentados, porte ilegal de armas, tráfico, extorsão e restrição de liberdade. A instituição também relaciona o braço armado do grupo a ataques contra integrantes de facção rival durante a escalada de violência registrada em Porto Velho no segundo semestre de 2024.

As suspeitas são objeto de investigação, e o cumprimento de mandados não equivale a condenação. A identificação de responsabilidades individuais depende das provas reunidas e da análise judicial, com direito à defesa.

Atuação conjunta e denúncias

A FICCO/RO reúne Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal estadual e Secretaria Nacional de Políticas Penais. O modelo de força integrada permite compartilhar informações de inteligência e executar medidas de investigação que ultrapassam a atuação isolada de uma instituição.

A Polícia Civil de Rondônia mantém o telefone 197 para receber denúncias sobre atividades criminosas, tráfico de drogas e pessoas procuradas pela Justiça. A corporação informa que a identidade de quem denuncia é preservada. A operação reforça a atenção sobre os impactos da criminalidade organizada na vida cotidiana dos moradores, especialmente quando a investigação aponta restrições à circulação em espaços residenciais.

Fonte: Polícia Federal — Comunicação Social da PF em Rondônia

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