Polícia Federal e Ibama mobilizaram 23 agentes e também localizaram 58 equipamentos destruídos em operações anteriores.
Por Redação Pimenta Notícias
Uma operação da Polícia Federal com apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) inutilizou 15 dragas utilizadas na extração ilegal de minério no Rio Madeira, em Rondônia. A Operação Argos ocorreu em 15 de outubro e teve seus resultados divulgados no dia seguinte.
Ao todo, participaram 21 policiais federais e dois servidores do Ibama. Segundo o balanço oficial, também foram inutilizados motores, embarcações e equipamentos de dragagem, além de aproximadamente 1.150 litros de combustível empregados na atividade.
O que foi encontrado ao longo do rio?
Durante o deslocamento, as equipes identificaram outras 58 dragas que já haviam sido inutilizadas em ações anteriores. Esse número não deve ser somado às 15 como se todos os equipamentos tivessem sido destruídos na operação de outubro. Ele representa vestígios de operações de fiscalização passadas.
As dragas são estruturas utilizadas para retirar e processar sedimentos de áreas do leito dos rios. Quando essa atividade é realizada sem autorização, pode causar impactos sobre o ambiente aquático e integra o conjunto de condutas investigadas pelos órgãos ambientais e policiais.
Por que a PF e o Ibama atuam juntos?
As instituições têm atribuições complementares no enfrentamento à exploração ilegal de recursos naturais. A Polícia Federal pode investigar infrações penais de competência federal, enquanto o Ibama atua no exercício da fiscalização ambiental. A inutilização de equipamentos deve ocorrer dentro das condições legais aplicáveis às operações.
O comunicado não informou a quantidade de pessoas presas nem identificou suspeitos nessa etapa. Portanto, não há base para atribuir a uma pessoa específica a propriedade ou a operação das dragas destruídas.
O que a fiscalização revela?
A repetição de apreensões e inutilizações sugere a persistência da atividade irregular na região, mas os números divulgados não permitem calcular a quantidade total de dragas em funcionamento no Madeira. Essa dimensão depende de levantamentos atualizados e de operações posteriores.
A fotografia registra fiscalização real da Polícia Federal no Rio Madeira em setembro de 2026, não a Operação Argos de 15 de outubro.
Fonte: Polícia Federal, 16/10/2026.