Ferrovia de 366 quilômetros ajudou a formar Porto Velho, empregou trabalhadores de dezenas de nacionalidades e hoje integra o patrimônio histórico do estado.
Por Redação Pimenta Notícias
A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré é um dos principais marcos da história de Rondônia e permanece ligada à formação de Porto Velho e à ocupação da região no início do século XX.
A construção começou em 1907, depois dos compromissos assumidos pelo Brasil no Tratado de Petrópolis, firmado em 1903. A linha chegou a ter aproximadamente 366 quilômetros, ligando Porto Velho a Guajará-Mirim.
Obra reuniu trabalhadores de dezenas de países
A construção mobilizou trabalhadores de mais de 50 nacionalidades e enfrentou dificuldades impostas pelo clima, pelas doenças e pela logística amazônica. A ferrovia tinha como objetivo superar trechos encachoeirados dos rios Madeira e Mamoré e facilitar o transporte regional.
O canteiro de obras impulsionou o crescimento de Porto Velho a partir de 1908. O município seria oficialmente criado em 1914.
Operação terminou em 1972
A Madeira-Mamoré permaneceu em atividade até 1972. Com o fim das operações, locomotivas, oficinas, estações e outros elementos do complexo passaram a representar parte importante da memória ferroviária brasileira.
O conjunto é protegido como patrimônio histórico e integra atualmente um espaço revitalizado de visitação em Porto Velho.
Museu reúne centenas de peças
O acervo associado à ferrovia possui mais de 500 itens, entre equipamentos ferroviários, máquinas de escrever, câmeras, aparelhos de televisão e até um telégrafo datado de 1918.
A preservação do complexo também fortalece o turismo histórico de Rondônia e permite que novas gerações conheçam a relação entre a ferrovia e o surgimento da capital.
Fontes consultadas: Rondoniaovivo, registros históricos da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré e Iphan.
Fonte: Rondoniaovivo