Ministério do Meio Ambiente informa reforço de 290 brigadistas e seis aeronaves; mobilização busca conter queimadas na Amazônia.
Por Redação Pimenta Notícias
Equipes federais de combate ao fogo extinguiram 229 incêndios florestais no Amazonas desde o início do período crítico de queimadas, segundo balanço divulgado neste sábado (10) pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. O trabalho permanece ativo, porque brigadistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ainda atuam em 20 focos de incêndio no estado.
Para reforçar as operações, o governo federal mobilizou 290 brigadistas especializados e anunciou a disponibilização de mais seis aeronaves. O reforço inclui quatro aviões Air Tractor, utilizados para lançamento de água sobre áreas atingidas, e dois helicópteros destinados a apoio logístico e deslocamento das equipes.
Como as equipes são coordenadas
As ações são articuladas pelo Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional Federal, conhecido como Ciman Federal. A estrutura busca alinhar monitoramento, resposta em campo e decisões de diferentes órgãos públicos que atuam em áreas de difícil acesso da região amazônica.
Em setembro, depois de solicitação do governo amazonense, foi considerada a mobilização de equipes especializadas em desastres e de uma aeronave do programa federal de gerenciamento de recursos aéreos. A necessidade de parte desse deslocamento foi reavaliada quando chuvas reduziram temporariamente o número de focos.
O que representam os números
O total de incêndios extintos corresponde aos registros combatidos durante o período abrangido pelo levantamento, não ao número de hectares preservados ou recuperados. Os 20 focos ativos são ocorrências que permaneciam em acompanhamento na atualização oficial; esse número pode variar com as condições do tempo e a identificação de novos incêndios.
Os incêndios afetam vegetação, animais e moradores das áreas próximas e podem produzir fumaça que alcança municípios distantes. A exposição a partículas e outros poluentes também exige atenção da população, especialmente de pessoas com doenças respiratórias, crianças e idosos.
Recursos de prevenção
Além da resposta emergencial, o Ministério citou o programa ProAmazon, apoiado pelo Fundo Amazônia com R$ 45 milhões, como instrumento de apoio a iniciativas de prevenção e combate aos incêndios florestais. O órgão informou que orientou a administração amazonense sobre o uso dos mecanismos federais de defesa civil.
A situação do Amazonas interessa a toda a região amazônica, inclusive Rondônia, por compartilhar desafios de monitoramento e prevenção no período mais seco. A fotografia oficial utilizada mostra brigadistas reunidos em Manaus em 2023, não o combate aos focos registrados em outubro de 2026.
Fonte: Ministério do Meio Ambiente / Ibama / Agência Brasil.