Edição de 2026 reuniu mais de 150 mil espectadores e entregou Troféus Redentor; Isabel Teixeira e Grace Passô dividiram prêmio de atriz.
Por Redação Pimenta Notícias
O cinema brasileiro ganhou destaque na premiação que encerrou a 28ª edição do Festival do Rio, no domingo (11). O longa A Margem do Rio, de Enock Carvalho e Matheus Farias, conquistou o Troféu Redentor de melhor ficção, enquanto Elza, dirigido por Eryk Rocha, venceu como melhor documentário.
A cerimônia ocorreu no Cine Odeon, no centro do Rio de Janeiro, depois de dez dias de mostras, debates e exibições. Segundo a organização, o festival recebeu mais de 150 mil espectadores e apresentou 101 produções brasileiras, das quais 45 participaram das mostras competitivas oficiais.
Documentário acompanha memórias de Elza Soares
O filme de Eryk Rocha foi apresentado em estreia mundial no evento e acompanha a trajetória da cantora Elza Soares por meio de sua própria voz, arquivos e registros pessoais. A produção resultou de um trabalho prolongado de colaboração com a artista, incluindo cerca de oito anos de filmagens.
O diretor relacionou o documentário à história de uma mulher negra brasileira e às transformações culturais e sociais do país. O prêmio amplia a visibilidade do projeto antes de sua circulação comercial e em outras mostras.
Premiação também reconheceu atuação e direção
Victor di Marco venceu o prêmio de melhor ator por London. Na categoria de atriz, o júri dividiu o reconhecimento entre Isabel Teixeira, por Diário do Fogo, e Grace Passô, por A Professora de Francês. Pedro Goifman foi escolhido melhor ator coadjuvante por este último filme.
A direção premiada de longa de ficção foi a de Gabriel Martins, por Vicentina Pede Desculpas, que também venceu melhor roteiro. Já Camila Valença recebeu a distinção de direção de documentário por Cão Sem Plumas.
Votação popular teve vencedores diferentes
O público elegeu Vicentina Pede Desculpas como melhor longa-metragem de ficção, enquanto Fui Olhar Você Dormir, de Anna Azevedo, ficou com a premiação popular de documentário. O resultado mostra a diferença entre a escolha dos júris oficiais e a preferência dos espectadores nas sessões.
A realização de festivais desse porte funciona como vitrine para filmes nacionais que ainda precisam conquistar espaço nas salas comerciais. As próximas estreias e formas de exibição dependerão de anúncios das produtoras e distribuidoras. Foto de arquivo de uma cerimônia anterior do Festival do Rio; não retrata a premiação dos filmes de 2026.
Fontes: Agência Brasil / organização do Festival do Rio.