Pesquisa de Harvard observou sinais de envelhecimento ou rejuvenescimento biológico após transplantes; resultados ainda são preliminares e não passaram por revisão por pares.
Por Redação Pimenta Notícias
Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Harvard sugere que corações transplantados podem apresentar mudanças na idade biológica depois de passar para o organismo do receptor.
Os resultados indicam que órgãos de doadores mais jovens podem mostrar sinais de envelhecimento mais rápido quando transplantados para pessoas mais velhas, enquanto corações de doadores idosos podem apresentar marcadores de rejuvenescimento em receptores mais jovens.
Pesquisa começou em animais
Na primeira etapa, cientistas transplantaram corações entre camundongos de idades diferentes e analisaram cerca de 320 mil regiões genéticas associadas à metilação do DNA. A idade biológica dos órgãos se aproximou da idade dos animais receptores.
Depois, os pesquisadores analisaram 11 casos de transplante cardíaco em humanos e registros médicos de centenas de pacientes. Algumas características funcionais mostraram relação maior com a idade do receptor do que com a idade do doador.
Resultado ainda é preliminar
Nem todas as funções do coração seguiram o mesmo padrão. Os autores afirmam que algumas alterações podem ser irreversíveis e que ainda é necessário entender os mecanismos envolvidos.
O trabalho foi disponibilizado no servidor de pré-publicação bioRxiv e ainda não passou por revisão por pares. Por isso, as conclusões devem ser tratadas como preliminares e precisam ser confirmadas por novas pesquisas antes de influenciar práticas de transplante.