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Endividamento das famílias cai pela primeira vez no ano, mas ainda atinge 81,7%

• 05:49:00
Endividamento das famílias cai pela primeira vez no ano, mas ainda atinge 81,7%
Reprodução/Rondoniaovivo — imagem vinculada ao levantamento da CNC — origem e licença da imagem

Pesquisa Peic da CNC mostra recuo em setembro; indicador inclui diferentes compromissos, e não significa que todas as famílias estejam inadimplentes.

Por Redação Pimenta Notícias

A parcela de famílias brasileiras com algum tipo de dívida recuou para 81,7% em setembro de 2026, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Foi a primeira redução do indicador neste ano.

A pesquisa acompanha a relação de consumidores com compromissos financeiros, inclusive operações de crédito e compras parceladas. O fato de uma família ter dívida não significa necessariamente atraso nos pagamentos: parcelas de cartão, empréstimos e financiamentos podem estar em dia.

Endividamento e inadimplência são indicadores diferentes

A situação de endividamento envolve a existência de obrigações financeiras futuras ou presentes. A inadimplência aparece quando há atraso ou descumprimento dessas obrigações. Por isso, é incorreto usar o percentual de 81,7% para afirmar que quatro em cada cinco famílias estão com o nome negativado.

O recuo do índice após meses de crescimento merece atenção, mas um único resultado mensal não demonstra mudança permanente na capacidade de consumo. Juros, renda, inflação e condições do mercado de trabalho influenciam a evolução das dívidas.

Por que o indicador importa para o comércio

Famílias com parcelas elevadas comprometem parte de seus recursos com obrigações anteriores. Isso pode limitar compras novas e afetar setores que dependem de vendas parceladas, desde eletrodomésticos até vestuário e serviços.

Para empresas, a avaliação da situação financeira do consumidor ajuda a planejar estoques, promoções e condições de pagamento. Para o público, o acompanhamento da pesquisa oferece um retrato nacional, embora a realidade de um município possa ser bastante diferente.

Cuidados ao negociar dívidas

Antes de aceitar refinanciamento, é importante conferir o custo efetivo total, as taxas, o prazo e o valor final a pagar. Ofertas com prestações menores podem representar custo maior se a quantidade de parcelas aumentar muito.

Consumidores também podem procurar canais oficiais de atendimento, Procon e plataformas de renegociação reconhecidas, evitando links enviados por desconhecidos. O levantamento da CNC não fornece, na notícia consultada, um percentual específico para Pimenta Bueno ou Rondônia.

Fonte consultada: Confederação Nacional do Comércio (CNC) / Rondoniaovivo.

Fonte: Confederação Nacional do Comércio (CNC) / Rondoniaovivo

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