Agro em Código será realizado em 27 de outubro e debaterá origem de produtos, exigências de mercado e informação ao consumidor.
Por Redação Pimenta Notícias
A origem dos alimentos, os registros de produção e as exigências de compradores estarão no centro do Agro em Código 2026, encontro previsto para 27 de outubro, em São Paulo. A quarta edição é promovida pela Embrapa e pela Associação Brasileira de Automação, GS1 Brasil, com apoio do Cubo Itaú. A programação foi detalhada nesta segunda-feira (19), com destaque para uma tecnologia que será apresentada pela empresa pública.
A ferramenta se chama Embrapa Trace. Trata-se de uma interface de programação de aplicações, ou API, destinada a apoiar o compartilhamento estruturado de informações de rastreabilidade. A apresentação inicial será voltada às cadeias do café, da soja e da bovinocultura de corte. O anúncio não significa que a tecnologia já tenha sido adotada por todas as empresas ou que dispense exigências regulatórias específicas.
Rastrear um produto significa conseguir relacionar informações de sua trajetória, desde a origem da matéria-prima até etapas de transporte, processamento e comercialização. Para que isso funcione, é necessário organizar dados, identificar lotes e manter registros confiáveis. O uso de ferramentas digitais pode facilitar o acesso a essas informações, mas sua utilidade depende também da qualidade dos dados registrados.
A edição de 2026 terá três eixos principais: normas nacionais e internacionais, sustentabilidade e tecnologias aplicadas à rastreabilidade. Entre os temas previstos está a legislação antidesmatamento da União Europeia e a maneira como diferentes mercados solicitam comprovação sobre a origem dos produtos. Também haverá espaço para discutir o que consumidores conseguem compreender das informações apresentadas nas embalagens.
A programação inclui experiências de empresas de alimentos e comércio digital, além de debates sobre rastreabilidade de cannabis medicinal no Brasil e na Argentina. Outro caso envolve a cadeia do atum, com registros relacionados à origem e à qualidade do produto. Esses exemplos são assuntos de discussão e não representam certificações concedidas pelo evento.
O pesquisador Anderson Alves, da Embrapa Agricultura Digital, ressaltou no anúncio a importância de os consumidores cobrarem informações sobre origem, processos e sustentabilidade. A GS1 Brasil também relaciona rastreabilidade à capacidade de organizar dados e demonstrar informações objetivas. O encontro será realizado no Cubo Itaú, com inscrições pagas divulgadas pela organização. A fotografia mostra a edição de 2025, não o encontro futuro.
Fonte: Embrapa Agricultura Digital — Gabriel Faria e GS1 Brasil (19/10/2026)