Dados do Prodes para agosto de 2025 a julho de 2026 mostram recuo de 80 km² no estado; Amazônia registra menor taxa desde 1988.
Por Redação Pimenta Notícias
Rondônia registrou 149 quilômetros quadrados de desmatamento na Amazônia Legal entre agosto de 2025 e julho de 2026, segundo os dados do sistema Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados em 16 de outubro. No ciclo anterior, a área registrada no estado havia sido de 229 km². A diferença representa uma redução de 34,9%, equivalente a 80 km².
O recuo acompanha a tendência observada na Amazônia Legal, onde o desmatamento passou de 5.731 km² para 3.335 km², queda de 41,8%. Esse é o menor resultado da série histórica iniciada em 1988. O dado regional, porém, não significa que o problema tenha sido eliminado: os 149 km² de Rondônia representam vegetação suprimida no período analisado.
Como Rondônia aparece na comparação
O Pará continuou com a maior área registrada, de 1.130 km², seguido por Mato Grosso, com 849 km², e Amazonas, com 525 km². Rondônia ficou abaixo de Roraima, que registrou 286 km², e do Acre, com 252 km². Entre os nove estados da Amazônia Legal, apenas Roraima apresentou pequena alta, de 0,4%.
O levantamento permite acompanhar a mudança anual na cobertura vegetal e comparar a evolução dos estados, mas não identifica, sozinho, se cada supressão foi legal ou ilegal. Essa classificação exige cruzamento com autorizações ambientais e outros registros oficiais.
O que o Prodes mede
O Prodes produz a taxa anual de desmatamento com base em imagens de satélite. Seu ciclo vai de 1º de agosto a 31 de julho, e a estimativa amazônica divulgada nesta época do ano ainda passa por consolidação posterior. Já o sistema Deter emite alertas mais frequentes, destinados a orientar a fiscalização.
Também é importante distinguir desmatamento e queimadas. Um foco de calor detectado por satélite não corresponde necessariamente a uma nova área desmatada, e um incêndio pode atingir vegetação nativa sem provocar imediatamente a supressão classificada pelo Prodes. Por isso, números de focos e quilômetros quadrados desmatados não devem ser somados.
Fiscalização e acompanhamento
O governo federal relaciona o monitoramento por satélite a ações de fiscalização, ordenamento territorial e incentivos à conservação. Os resultados estaduais e os mapas podem ser acompanhados na plataforma TerraBrasilis, do Inpe. Para Rondônia, a próxima atualização anual será relevante para verificar se a redução se mantém ou se há nova mudança de tendência.
Imagem: fotografia documental de floresta amazônica divulgada pelo MMA, sem identificação de município rondoniense.