Índice avança para 46,2; avaliação das condições atuais recua ao menor nível desde julho de 2020.
Por Redação Pimenta Notícias
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) avançou 1,3 ponto em outubro de 2026 e chegou a 46,2 pontos, segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Apesar da melhora, o indicador continua abaixo de 50 pontos, limite que separa confiança de falta de confiança na metodologia.
O resultado marca 22 meses consecutivos na faixa de falta de confiança e evidencia um cenário em que as expectativas melhoram mais que a avaliação da situação atual.
O que os empresários esperam?
O componente de expectativas para os próximos seis meses subiu 2,1 pontos, alcançando 49,3. O movimento indica redução do pessimismo, ainda sem superar o patamar considerado positivo pelo levantamento.
Como são avaliadas as condições atuais?
O indicador de condições atuais recuou para 40 pontos, menor nível desde julho de 2020. A CNI relaciona a percepção negativa a dificuldades como redução da demanda por produtos industriais e pressão de custos.
Quem participou da pesquisa?
O levantamento ouviu 1.103 empresas de diferentes portes entre 1º e 7 de outubro. As respostas expressam a avaliação de empresários e não equivalem à medição direta da produção física da indústria.
Os resultados nacionais ajudam a compreender expectativas econômicas, mas não substituem dados específicos sobre o desempenho industrial ou empresarial de Rondônia.
Melhora no índice não significa confiança positiva
O índice da CNI utiliza 50 pontos como linha de separação entre confiança e falta de confiança. Portanto, a subida para 46,2 pontos significa redução do pessimismo, não retorno de uma avaliação majoritariamente positiva entre os empresários consultados.
O componente de expectativas subiu para 49,3 pontos, enquanto a avaliação das condições atuais ficou em 40, menor patamar desde julho de 2020. Essa diferença mostra por que uma melhora das perspectivas não elimina dificuldades percebidas na demanda e nos custos do presente.
A pesquisa ouviu 1.103 indústrias de portes distintos no início de outubro. É um levantamento de percepção e não uma medição direta de contratações ou produção. A fotografia é de arquivo de uma fábrica e não retrata especificamente empresa que respondeu à pesquisa.
Fonte: CNI / Agência Brasil