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Perimenopausa: o que é, quando começa e quais sintomas podem aparecer

• 01:19:00
Perimenopausa: o que é, quando começa e quais sintomas podem aparecer
Paola Acioly/Ministério da Saúde — debate sobre cuidados na menopausa em setembro de 2026 — origem e licença da imagem

Transição até a menopausa pode envolver irregularidade menstrual, ondas de calor, alterações do sono e do humor; intensidade varia muito entre as mulheres.

Por Redação Pimenta Notícias

Perimenopausa é o período de transição que antecede a menopausa e inclui mudanças hormonais e menstruais. A menopausa, por definição clínica, corresponde à última menstruação, reconhecida retrospectivamente após 12 meses sem menstruar quando não há outra causa.

A transição para a menopausa não acontece de um dia para o outro. Antes da última menstruação, muitas mulheres atravessam um período de mudanças hormonais conhecido como transição menopausal ou perimenopausa.

Quando pode começar

Não existe uma idade única. O Ministério da Saúde descreve o climatério como fase de transição entre o período reprodutivo e o não reprodutivo, frequentemente começando por volta dos 40 anos. A menopausa costuma ocorrer entre 45 e 55 anos, embora exista variação individual.

Quais sintomas podem aparecer

Irregularidade menstrual é um dos sinais mais conhecidos, mas não é o único. Ondas de calor, suor noturno, dificuldade para dormir, alterações de humor, sintomas geniturinários, mudanças na composição corporal e queixas de memória ou concentração podem ocorrer.

Nem todas as mulheres apresentam sintomas importantes. Algumas atravessam a transição com poucas queixas, enquanto outras têm impacto relevante no sono, trabalho, sexualidade e qualidade de vida.

Todo sangramento irregular é “da menopausa”?

Não. Mudanças no ciclo são comuns na transição, mas sangramentos muito intensos, persistentes, após relação sexual ou que reaparecem depois de 12 meses sem menstruar precisam de avaliação para descartar outras causas.

Existe tratamento?

O cuidado depende dos sintomas, antecedentes e preferências da mulher. Estratégias podem incluir medidas de estilo de vida, tratamentos locais e, em casos selecionados, terapia hormonal. Não existe uma solução única adequada para todas.

O mais importante é individualizar. Histórico de câncer, risco cardiovascular, trombose, doenças hepáticas e outros fatores podem mudar a avaliação de riscos e benefícios de determinadas terapias.

Apuração e redação: Pimenta Notícias

Fontes consultadas: Ministério da Saúde — Manual de Atenção às Mulheres na Transição Menopausal e Menopausa; Biblioteca Virtual em Saúde — menopausa e climatério.

Foto de arquivo de debate internacional sobre pesquisa e atenção à menopausa, promovido em setembro de 2026.

Fonte: Pimenta Notícias — apuração própria; fontes: Ministério da Saúde

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