Boletim Focus mostra quarta alta consecutiva na expectativa de IPCA; projeção de crescimento do PIB continua em 1,85%.
Por Redação Pimenta Notícias
A expectativa de inflação para o Brasil em 2026 subiu de 5,01% para 5,22%, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira (13). Foi a quarta elevação consecutiva da projeção de mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), utilizado como referência para a política monetária.
A nova estimativa permanece acima do limite superior de 4,5% da meta de inflação. A meta central definida pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
O que o Focus mede
O Boletim Focus reúne projeções de instituições financeiras e analistas sobre indicadores econômicos futuros. Os números são estimativas, não o resultado já fechado do IPCA anual. Eles podem variar a cada semana conforme novas informações sobre atividade econômica, preços, câmbio e decisões do Banco Central.
Para 2027, o mercado manteve a projeção de inflação em 4,30%. Em 2028, houve pequeno recuo, de 3,80% para 3,79%. Essas estimativas ajudam a avaliar a confiança na trajetória futura dos preços, embora não permitam prever o custo exato da cesta de consumo de cada família.
Projeção de crescimento econômico ficou estável
Na mesma pesquisa, a previsão de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) permaneceu em 1,85% para 2026 e 1,40% para 2027. A estimativa de inflação elevada, combinada à expansão econômica moderada, reforça o desafio de conciliar atividade e controle dos preços.
A projeção para a taxa Selic no fim de 2026 recuou de 13,50% para 13,25% ao ano. No momento da divulgação, a taxa básica estava em 13,75%. A redução esperada nos juros depende das próximas decisões do Comitê de Política Monetária, que não é obrigado a seguir as previsões do mercado.
Câmbio e crédito também influenciam
O Focus reduziu a expectativa para o dólar no fim de 2026 de R$ 5,20 para R$ 5,15. A cotação da moeda afeta preços de insumos importados e produtos negociados internacionalmente, enquanto juros elevados encarecem financiamentos e empréstimos.
O Banco Central tem ressaltado que os efeitos dos juros sobre a demanda são graduais. Para consumidores e empresas de Rondônia, esses indicadores nacionais ajudam a contextualizar decisões financeiras, mas não substituem uma avaliação dos preços e condições oferecidos localmente. A imagem é ilustrativa, de arquivo.
Fonte: Banco Central do Brasil / Boletim Focus / Agência Brasil.
Fonte: Banco Central do Brasil / Boletim Focus / Agência Brasil