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FMI reduz previsão de crescimento do Brasil para 2,2% em 2026; entenda o peso dos juros

• 21:21:00
FMI reduz previsão de crescimento do Brasil para 2,2% em 2026; entenda o peso dos juros
Arquivo/Correio 24 Horas (março de 2026) — consumidora em supermercado, imagem ilustrativa sobre o custo de vida; não representa reunião do FMI — origem e licença da imagem

Nova estimativa para 2027 é de 1,9%; projeções do fundo superam as do governo e do mercado, apesar da revisão para baixo.

Por Redação Pimenta Notícias

O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para 2,2% a previsão de crescimento da economia brasileira em 2026, abaixo dos 2,4% estimados na edição de julho do relatório Perspectivas da Economia Mundial. O documento foi divulgado nesta semana e também reduziu a expectativa para 2027, de 2,2% para 1,9%.

A projeção acompanha o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), indicador que reúne o valor dos bens e serviços produzidos no país. Ela não significa que a economia já tenha crescido nesse ritmo: trata-se de uma estimativa feita a partir de condições econômicas e hipóteses que podem mudar ao longo dos próximos meses.

Comparação com governo e mercado financeiro

O relatório do FMI continua relativamente mais otimista do que outros cenários brasileiros. O Ministério da Fazenda havia reduzido sua estimativa para 2,0% de crescimento em 2026, enquanto o boletim Focus, do Banco Central, apontava previsão de 1,85%. Para 2027, a pesquisa com o mercado indicava 1,40%.

Essas diferenças decorrem de metodologias, datas de corte e hipóteses diversas, de forma que os números não precisam convergir imediatamente. As revisões também ajudam a compreender como instituições avaliam os efeitos de inflação, juros e condições internacionais.

Juros elevados são um dos fatores

Ao analisar o Brasil, os técnicos do FMI citaram condições monetárias ainda restritivas — principalmente o custo elevado do crédito —, retirada de estímulos fiscais e incertezas internacionais. Com empréstimos mais caros, empresas e famílias podem adiar compras e investimentos, reduzindo o ritmo de atividade econômica.

Na data do relatório, a taxa Selic estava em 13,75% ao ano, após iniciar movimento de queda em março. Embora o recuo reduza gradualmente custos financeiros, seus efeitos sobre consumo e investimento não ocorrem de maneira instantânea.

Inflação e commodities também entram na projeção

O FMI espera inflação de 4,4% em 2026 e 4,1% em 2027. O estudo menciona oscilações dos preços internacionais de energia e produtos agrícolas, incluindo o café, que subiu no mercado internacional durante parte do ano.

Para municípios com forte presença do agronegócio, como os de Rondônia, o cenário ajuda a contextualizar decisões de investimento, embora a estimativa nacional não seja uma previsão específica para a economia local. A foto é ilustrativa e anterior ao relatório, mostrando preços no varejo.

Fontes consultadas: Fundo Monetário Internacional / Agência Brasil.

Fonte: Fundo Monetário Internacional / Agência Brasil

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