Dados nacionais indicam avanço da pressão alta ao longo dos últimos anos; controle adequado entre pessoas em tratamento ainda é um desafio.
Por Redação Pimenta Notícias
A hipertensão arterial atinge uma parcela expressiva da população adulta brasileira. Dados de medição direta da Pesquisa Nacional de Saúde apontaram prevalência de 32,3% entre adultos, enquanto levantamentos mais recentes mostram crescimento do diagnóstico ao longo dos últimos anos.
O Vigitel registrou aumento da proporção de adultos que relatam hipertensão, de 22,6% em 2006 para 29,7% em 2024.
Pressão alta está ligada a risco cardiovascular
A hipertensão aumenta o risco de infarto, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca e doença renal. Em muitos casos, ela não provoca sintomas claros, o que torna a medição periódica importante.
Dados citados pela reportagem apontam 220.160 mortes no Brasil em 2023 atribuíveis à pressão arterial sistólica elevada.
Controle ainda é insuficiente
Entre pessoas que estavam em tratamento no levantamento nacional, pouco mais da metade apresentava pressão adequadamente controlada. O resultado reforça a importância de acompanhamento contínuo e adesão ao tratamento prescrito.
Redução do consumo excessivo de sal, atividade física regular, controle do peso, abandono do tabagismo e uso correto dos medicamentos quando indicados fazem parte das estratégias de prevenção e controle.
Fontes consultadas: Ministério da Saúde, Pesquisa Nacional de Saúde, Vigitel e CNN Brasil.