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Eleições 2026: uso de inteligência artificial exige identificação e deepfake segue proibido

• 07:20:00
Eleições 2026: uso de inteligência artificial exige identificação e deepfake segue proibido
Alejandro Zambrana/Secom/TSE — audiência pública sobre regras eleitorais de 2026 (via Agência Lupa) — origem e licença da imagem

Regras eleitorais disciplinam conteúdo sintético em propaganda; tecnologia também amplia desafio de distinguir material verdadeiro de manipulações.

Por Redação Pimenta Notícias

Eleições e IA
  • A Justiça Eleitoral possui regras específicas para uso de inteligência artificial na propaganda.
  • Conteúdo sintético ou manipulado deve observar identificação exigida pelas normas eleitorais.
  • Deepfakes permanecem proibidos na propaganda eleitoral.
  • Eleitor deve verificar fonte, contexto e autenticidade antes de compartilhar vídeos, áudios e imagens.

Vídeos, áudios e imagens gerados por inteligência artificial ganharam espaço na campanha eleitoral de 2026 e aumentaram o desafio de distinguir conteúdo autêntico de material fabricado. O Tribunal Superior Eleitoral estabeleceu regras para o uso da tecnologia na propaganda, enquanto órgãos de fiscalização e plataformas acompanham novas formas de manipulação.

IA não está liberada sem regras

A legislação eleitoral diferencia usos permitidos de práticas proibidas. Conteúdo sintético ou manipulado usado em propaganda deve observar as exigências de identificação previstas pela Justiça Eleitoral, de forma a informar o público sobre a utilização da tecnologia.

Deepfake é proibido

O uso de deepfake para criar ou alterar imagem, voz ou vídeo com potencial de enganar o eleitor é proibido na propaganda eleitoral. A preocupação é especialmente relevante quando o conteúdo atribui a uma pessoa fala ou comportamento que não ocorreu.

Por que ficou mais difícil identificar falsificações

Ferramentas generativas conseguem produzir voz, rosto e cenas cada vez mais realistas. Sinais visuais que antes denunciavam montagens podem não ser suficientes, tornando a verificação da origem do conteúdo mais importante do que confiar apenas na aparência.

Como o eleitor pode conferir

Antes de compartilhar, procure a publicação no canal oficial da pessoa ou instituição citada, confira data e contexto, busque cobertura de fontes jornalísticas confiáveis e desconfie de conteúdos que provoquem urgência extrema ou indignação sem indicar origem verificável.

Imagem convincente não é prova. Um vídeo pode parecer real e ainda assim ter sido produzido ou alterado por IA. A fonte original e o contexto são fundamentais.

Informação também é parte da integridade eleitoral

O tema ganhou destaque no programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, exibido nesta segunda-feira, 28, com especialistas e instituições discutindo o impacto da IA sobre eleições e circulação de informação.

Apuração e redação: Pimenta Notícias

Fonte consultada: Agência Brasil / TV Brasil, com referência às normas do Tribunal Superior Eleitoral.

Foto de arquivo de audiência do TSE em fevereiro de 2026, durante discussões sobre propaganda eleitoral e uso de inteligência artificial.

Fonte: Agência Brasil / TV Brasil

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