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Check-up de saúde: fazer muitos exames significa prevenir melhor as doenças?

• 17:49:00
Check-up de saúde: fazer muitos exames significa prevenir melhor as doenças?
Rafael Nascimento/MS — origem e licença da imagem

Avaliação preventiva deve considerar idade, sintomas, histórico familiar e recomendações de rastreamento; excesso de testes também pode trazer riscos.

Por Redação Pimenta Notícias

Exames de sangue, ultrassonografias e testes de imagem são frequentemente associados à ideia de fazer um check-up completo. Mas realizar o maior número possível de exames não é, necessariamente, a forma mais eficaz de prevenir doenças. A utilidade de cada teste depende da idade, de sintomas, do histórico individual e da existência de recomendações para aquele problema de saúde.

Na prevenção, existe uma diferença importante entre investigar uma queixa e fazer rastreamento. A investigação busca esclarecer sinais ou sintomas. O rastreamento procura identificar uma doença em pessoas sem sintomas, dentro de grupos para os quais há evidência de benefício.

Quando o rastreamento é recomendado?

O Ministério da Saúde estabelece critérios para ações de rastreamento de alguns tipos de câncer, considerando grupos, idades e periodicidades específicas. O órgão orienta que essas avaliações sejam realizadas de acordo com os protocolos aplicáveis e com a situação clínica da pessoa.

Isso não significa que alguém com sintomas deva esperar atingir uma idade de rastreamento. Sangramento incomum, perda de peso sem explicação, alterações persistentes e outros sinais relevantes exigem avaliação individual, independentemente de um calendário preventivo.

Por que exames em excesso podem atrapalhar?

Mesmo testes realizados corretamente podem apresentar alterações sem significado clínico, resultados falso-positivos e achados incidentais. Algumas situações levam a exames repetidos, ansiedade ou procedimentos invasivos que talvez não trouxessem benefício para aquela pessoa.

A interpretação deve levar em conta a probabilidade de uma condição realmente estar presente. Um número fora do intervalo do laboratório não equivale automaticamente a diagnóstico, assim como resultado normal não dispensa investigação quando há sinais preocupantes.

O que levar à consulta preventiva

Em vez de solicitar uma lista pronta pela internet, o paciente pode reunir histórico de doenças, medicamentos, antecedentes familiares, hábitos, vacinas, exames anteriores e dúvidas sobre prevenção. Essas informações ajudam a equipe de saúde a decidir quais avaliações são adequadas.

A prevenção também depende de medidas que não aparecem em um laudo: vacinação, acompanhamento da pressão arterial quando indicado, atividade física, alimentação, sono e redução de exposições de risco.

A pergunta mais útil numa consulta não é quantos exames podem ser pedidos, mas que problema cada exame pretende detectar e de que maneira um resultado mudaria o cuidado.

Imagem de arquivo de atendimento de saúde, divulgada pelo Ministério da Saúde. A cena não retrata um exame de rotina específico.

Fonte principal: Ministério da Saúde — orientações nacionais de rastreamento e atenção ao câncer.

Fonte: Ministério da Saúde — orientações nacionais de rastreamento e atenção ao câncer

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