Campanha federal explica riscos de perfis falsos, perseguição e exposição de dados, além de divulgar canais de atendimento.
Por Redação Pimenta Notícias
A internet faz parte da rotina de estudo, trabalho e convivência. Mas a mesma tecnologia usada para conversar e compartilhar informações também pode ser empregada para intimidar e constranger. Para orientar a população, o Ministério das Mulheres disponibiliza a campanha O Digital é Nosso Lugar, com explicações sobre segurança, direitos e caminhos de atendimento.
O que observar nas redes sociais
O material destaca situações como criação de perfis falsos, uso indevido de identidade, mensagens de intimidação, perseguição insistente e divulgação não autorizada de informações pessoais. O problema não se restringe a uma plataforma: pode aparecer em aplicativos de mensagens, redes sociais, jogos e e-mails.
Ferramentas de inteligência artificial também ampliaram as possibilidades de manipulação de fotografias e gravações. Por isso, o conteúdo orienta a verificar a origem de publicações e a buscar apoio diante de abordagens que causem insegurança. A campanha lembra que ações praticadas no ambiente digital podem ter efeitos reais na vida cotidiana.
Como registrar o ocorrido
Uma orientação importante é preservar evidências: anotar datas, guardar links, mensagens, capturas de tela e identificação dos perfis envolvidos. Esses registros podem ajudar a explicar a sequência dos fatos e subsidiar o atendimento por autoridades e serviços especializados.
Também é possível comunicar conteúdos irregulares às próprias plataformas e guardar os protocolos recebidos. Quando houver risco imediato à segurança, a prioridade deve ser procurar ajuda, sem aguardar a conclusão de procedimentos digitais.
Canais de apoio
O Ligue 180 funciona gratuitamente, 24 horas por dia, oferecendo orientação e encaminhamento para a rede de atendimento às mulheres. A campanha informa ainda o WhatsApp (61) 9610-0180. Em emergências, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190.
Configurações de privacidade, senhas exclusivas e autenticação adicional são recursos preventivos, mas não substituem a responsabilização de quem pratica intimidação ou perseguição. A vítima pode procurar orientação mesmo quando não souber qual procedimento adotar.
Informação para compartilhar
O portal do Ministério das Mulheres reúne cartilhas e orientações que podem ser consultadas por famílias, escolas e profissionais da rede de atendimento. Divulgar os canais oficiais ajuda a tornar a informação acessível sem expor a identidade de quem procura proteção.
Fonte oficial: Ministério das Mulheres — O Digital é Nosso Lugar.
Imagem: fotografia ilustrativa real de smartphone, Santeri Viinamäki/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0), sem vínculo com ocorrência específica.
Fonte: Ministério das Mulheres — campanha O Digital é Nosso Lugar (2026)