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Pesquisa por terras raras cresce 485% em quatro anos e ANM revela dados de produção

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Pesquisa por terras raras cresce 485% em quatro anos e ANM revela dados de produção
Foto: Peggy Greb / USDA-ARS, via U.S. Geological Survey — amostras reais de óxidos de terras raras, foto ilustrativa de arquivo (2005), não são amostras brasileiras; domínio público  |  Origem da imagem: usgs.gov

Brasil registrou 326 toneladas de concentrados em 2025 e mantém apenas quatro áreas de lavra ativa desse grupo mineral.

Por Redação Pimenta Notícias

As autorizações de pesquisa mineral ligadas a terras raras tiveram crescimento de 485,4% entre 2021 e 2025, segundo levantamento publicado pela Agência Nacional de Mineração (ANM). O avanço é apresentado no novo Portal de Minerais Críticos e Estratégicos, com dados que ajudam a distinguir áreas em investigação geológica das que já produzem.

Apesar do aumento da atividade de pesquisa, a agência informa que o país possui atualmente quatro áreas com lavra ativa de terras raras, todas em Goiás. Em 2025 foram produzidas 326 toneladas de concentrado de óxidos de terras raras, um resultado que não corresponde ao volume de equipamentos eletrônicos ou ímãs fabricados no país.

O comércio exterior também revela diferenças entre etapas da cadeia. O Brasil exportou cerca de US$ 14,9 milhões em concentrados e importou US$ 30,6 milhões em produtos transformados vinculados a esses elementos. Os números reforçam a necessidade de distinguir extração de minério, processamento químico e fabricação de componentes industriais.

A ANM registra 78 áreas com pesquisa concluída ou requerimentos próximos da fase de lavra, mais de três mil áreas em pesquisa e outras 75 com potencial geológico identificado. Essas quantidades não são projetos em produção nem representam automaticamente empreendimentos economicamente viáveis.

Os elementos de terras raras são utilizados em tecnologias como motores, ímãs e equipamentos industriais. A plataforma disponibiliza mapas, dados e séries históricas para consulta; seus indicadores precisam ser interpretados considerando a etapa administrativa de cada área e os processos ambientais e de investimento envolvidos.

O aumento nas autorizações de pesquisa precisa ser interpretado dentro do ciclo longo da mineração. Uma autorização permite realizar trabalhos de investigação do potencial de determinada área, mas não garante descoberta economicamente viável, licença para lavrar ou início de uma cadeia industrial. Entre essa etapa e a fabricação de produtos com terras raras ainda existem atividades de beneficiamento, separação química e produção de componentes. A diferença entre exportar concentrados e importar bens processados ajuda a compreender esse desafio tecnológico. Para o público interessado no tema, o portal da ANM permite acompanhar etapas administrativas sem reduzir toda a atividade a um único indicador de crescimento. A fotografia de amostras de óxidos é ilustrativa e provém de arquivo científico estrangeiro, não de coleta realizada nos projetos brasileiros citados.

Fonte original: Agência Nacional de Mineração — 14/10/2026.

Fonte: Agência Nacional de Mineração — 14/10/2026

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