Autor de “1968: O Ano Que Não Terminou” e “Cidade Partida” era membro da Academia Brasileira de Letras e referência na defesa dos direitos humanos.
Por Redação Pimenta Notícias
O jornalista e escritor Zuenir Ventura morreu nesta terça-feira (22), aos 95 anos, no Rio de Janeiro. A morte foi confirmada pela Academia Brasileira de Letras (ABL), instituição da qual ele era membro. Segundo a imprensa nacional, Ventura estava em casa e não resistiu a uma pneumonia.
Com mais de seis décadas de atuação, Zuenir começou no jornalismo como arquivista, em 1956, e trabalhou em veículos como Correio da Manhã, O Cruzeiro, Veja, IstoÉ e Jornal do Brasil. Também foi correspondente em Paris e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Entre suas obras mais conhecidas está 1968: O Ano Que Não Terminou, livro-reportagem que reconstruiu acontecimentos políticos e culturais daquele período e inspirou a minissérie Anos Rebeldes. Em Cidade Partida, vencedor do Prêmio Jabuti, examinou a violência e as desigualdades do Rio de Janeiro.
A cobertura sobre Chico Mendes e a Amazônia rendeu a Zuenir os prêmios Esso e Vladimir Herzog de Jornalismo. Em 2008, ele também recebeu um reconhecimento especial da Organização das Nações Unidas por sua contribuição à defesa dos direitos humanos no Brasil.
Zuenir ocupava a cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras. Foi eleito em outubro de 2014, na sucessão de Ariano Suassuna, e tomou posse em março de 2015. Sua trajetória reuniu reportagem, literatura e reflexão sobre momentos decisivos da história recente do país.
Fonte: UOL, com informações confirmadas pela Academia Brasileira de Letras.
Imagem: Pierre Duarte/Folhapress — foto de arquivo de 8 de junho de 2017, via UOL.
Fonte: UOL — com confirmação da Academia Brasileira de Letras
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