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Polícia Civil de SP bloqueia R$ 374 milhões em operação contra lavagem de dinheiro com joias

• 18:10:00
Polícia Civil de SP bloqueia R$ 374 milhões em operação contra lavagem de dinheiro com joias
Foto: EUDOXIO/Wikimedia Commons — viatura da Polícia Civil de São Paulo em 2012, CC BY-SA 3.0, sem alterações; foto de arquivo e não da Operação Ouro Reverso de 27/10/2026.  |  Origem da imagem: commons.wikimedia.org

Terceira fase da Operação Ouro Reverso cumpre 31 mandados e investiga estrutura usada para ocultar dinheiro de roubos e furtos.

Por Redação do Pimenta Notícias

O que aconteceu

A Polícia Civil de São Paulo realizou nesta terça-feira, 27 de outubro de 2026, uma nova etapa da Operação Ouro Reverso, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro associado ao roubo, furto e comércio ilegal de joias e ouro. A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 374 milhões em bens e ativos financeiros ligados aos suspeitos. O montante representa o valor alcançado pela medida de bloqueio, e não uma quantia necessariamente encontrada em espécie ou já recuperada pelos cofres públicos.

A terceira fase da investigação tem como alvo principal a estrutura que, segundo a polícia, seria responsável por ocultar a origem criminosa das receitas obtidas na comercialização de itens roubados. Equipes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) cumprem 31 mandados de busca e apreensão na capital paulista e na região metropolitana. Também foram determinadas medidas sobre uma empresa e um imóvel associados às suspeitas.

Os investigadores descrevem três funções distintas dentro da organização: a execução dos roubos e furtos, a receptação e negociação de mercadorias e as operações financeiras para dar aparência lícita aos recursos. Essa separação teria permitido que produtos obtidos ilegalmente circulassem por estabelecimentos e que o faturamento retornasse ao sistema econômico formal por meio de transações suspeitas.

O que ainda precisa ser acompanhado

De acordo com informações oficiais divulgadas pela imprensa, uma das empresas investigadas movimentou mais de R$ 356 milhões. Policiais analisaram registros contábeis, documentos, aparelhos eletrônicos e informações financeiras para apurar indícios do uso de intermediários e operações empresariais incompatíveis com o comércio declarado. A investigação busca identificar quem coordenava cada etapa e o destino do dinheiro.

O cumprimento de mandados e o bloqueio de ativos são medidas de investigação e cautela patrimonial. Nenhuma dessas providências representa automaticamente condenação dos investigados. A confirmação de responsabilidades exige contraditório, direito de defesa e avaliação das provas pela Justiça. O portal não atribui crime a uma pessoa específica sem decisão ou manifestação oficial devidamente identificada.

Embora o caso esteja concentrado em São Paulo, o tema interessa a consumidores de todo o país porque mostra como a circulação de objetos de origem ilícita pode envolver estabelecimentos aparentemente regulares. Quem for vítima de roubo deve registrar ocorrência e preservar comprovantes da propriedade, mas não deve presumir que uma joalheria específica esteja envolvida sem informação oficial.

Fontes consultadas

Fonte da reportagem: Polícia Civil de São Paulo / Deic — Operação Ouro Reverso; CNN Brasil — Giuliana Zanin e Yuri Cavalieri (27/10/2026); UOL/Estadão (27/10/2026)

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