Terceira fase da Operação Ouro Reverso cumpre 31 mandados e investiga estrutura usada para ocultar dinheiro de roubos e furtos.
Por Redação do Pimenta Notícias
O que aconteceu
A Polícia Civil de São Paulo realizou nesta terça-feira, 27 de outubro de 2026, uma nova etapa da Operação Ouro Reverso, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro associado ao roubo, furto e comércio ilegal de joias e ouro. A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 374 milhões em bens e ativos financeiros ligados aos suspeitos. O montante representa o valor alcançado pela medida de bloqueio, e não uma quantia necessariamente encontrada em espécie ou já recuperada pelos cofres públicos.
A terceira fase da investigação tem como alvo principal a estrutura que, segundo a polícia, seria responsável por ocultar a origem criminosa das receitas obtidas na comercialização de itens roubados. Equipes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) cumprem 31 mandados de busca e apreensão na capital paulista e na região metropolitana. Também foram determinadas medidas sobre uma empresa e um imóvel associados às suspeitas.
Os investigadores descrevem três funções distintas dentro da organização: a execução dos roubos e furtos, a receptação e negociação de mercadorias e as operações financeiras para dar aparência lícita aos recursos. Essa separação teria permitido que produtos obtidos ilegalmente circulassem por estabelecimentos e que o faturamento retornasse ao sistema econômico formal por meio de transações suspeitas.
O que ainda precisa ser acompanhado
De acordo com informações oficiais divulgadas pela imprensa, uma das empresas investigadas movimentou mais de R$ 356 milhões. Policiais analisaram registros contábeis, documentos, aparelhos eletrônicos e informações financeiras para apurar indícios do uso de intermediários e operações empresariais incompatíveis com o comércio declarado. A investigação busca identificar quem coordenava cada etapa e o destino do dinheiro.
O cumprimento de mandados e o bloqueio de ativos são medidas de investigação e cautela patrimonial. Nenhuma dessas providências representa automaticamente condenação dos investigados. A confirmação de responsabilidades exige contraditório, direito de defesa e avaliação das provas pela Justiça. O portal não atribui crime a uma pessoa específica sem decisão ou manifestação oficial devidamente identificada.
Embora o caso esteja concentrado em São Paulo, o tema interessa a consumidores de todo o país porque mostra como a circulação de objetos de origem ilícita pode envolver estabelecimentos aparentemente regulares. Quem for vítima de roubo deve registrar ocorrência e preservar comprovantes da propriedade, mas não deve presumir que uma joalheria específica esteja envolvida sem informação oficial.
Fontes consultadas
Fonte da reportagem: Polícia Civil de São Paulo / Deic — Operação Ouro Reverso; CNN Brasil — Giuliana Zanin e Yuri Cavalieri (27/10/2026); UOL/Estadão (27/10/2026)