Operação Fogo Cruzado cumpriu nove mandados em quatro municípios do Acre; inquérito começou com fiscalização em Rondônia, em 2025.
Por Redação do Pimenta Notícias
O que aconteceu
A Polícia Federal deflagrou a Operação Fogo Cruzado para investigar suspeitas de comércio ilegal e tráfico internacional de armas de fogo e munições na fronteira com a Bolívia. A investigação foi conduzida a partir de indícios surgidos em Rondônia, durante fiscalização realizada na BR-425, em Nova Mamoré, em setembro de 2025. A nova etapa operacional ocorreu na terça-feira, 27 de outubro de 2026, em municípios do Acre.
Segundo a Polícia Federal, 36 agentes foram mobilizados para cumprir nove mandados de busca e apreensão nas cidades de Capixaba, Epitaciolândia, Brasileia e Plácido de Castro. As ordens judiciais foram expedidas pela 7ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária de Rondônia. Portanto, a operação tem uma conexão concreta com o estado, embora as diligências desta etapa tenham ocorrido em território acreano.
Os investigadores começaram a apurar o caso depois que uma fiscalização na BR-425 identificou munições de diferentes calibres e quantias em moeda estrangeira transportadas em um veículo. A apreensão abriu caminho para a investigação de uma possível associação criminosa dedicada à circulação de armamento e munições de origem boliviana em municípios da região de fronteira.
Contexto, consequências e próximos passos
As buscas visam localizar armas, munições, documentos, aparelhos eletrônicos e outros elementos capazes de esclarecer os vínculos entre pessoas e operações financeiras relacionadas às suspeitas. A Polícia Federal ressalta que o material eventualmente recolhido será submetido a perícia e que as investigações prosseguirão para identificar responsabilidades. Não há, no comunicado inicial, balanço que permita atribuir prisões ou apreensões adicionais específicas a esta fase.
Os investigados poderão responder, conforme o resultado da apuração, por crimes como comércio ilegal de armas de fogo, tráfico internacional de armas, associação criminosa e contrabando. A indicação de crimes investigados não substitui denúncia formal, produção de provas ou decisão judicial. É necessário identificar o estágio do caso antes de atribuir culpa a qualquer pessoa.
Para Rondônia, a notícia destaca a importância da fiscalização nas rodovias que conectam localidades de fronteira a outras regiões do país. Nova Mamoré e Guajará-Mirim mantêm rotas estratégicas de circulação, mas isso não autoriza afirmar que moradores das cidades participem de esquemas criminosos. O Pimenta Notícias acompanhará eventuais resultados oficiais da perícia e das diligências.
Fonte
Fonte da reportagem: Polícia Federal — comunicação oficial de Guajará-Mirim/RO, 27/10/2026 às 10h45, atualizada às 11h