Energia impulsionou alta em setembro; núcleo da inflação avançou para 2,5% e mantém atenção sobre próximos passos do Banco Central Europeu.
Por Redação Pimenta Notícias
A inflação anual da zona do euro acelerou para 3,8% em setembro, acima dos 3,2% registrados no mês anterior. O resultado também superou a expectativa de 3,6% indicada por pesquisa da Reuters.
O avanço foi puxado principalmente pelos custos de combustíveis e gás natural, além de uma contribuição menor dos alimentos. O movimento ocorre em meio à pressão dos preços de energia sobre famílias, empresas e governos europeus.
Núcleo também acelerou
O núcleo da inflação, que exclui itens mais voláteis como alimentos e combustíveis, passou de 2,4% para 2,5%, segundo dados do Eurostat. A alta refletiu sobretudo os preços dos serviços.
Embora a inflação geral esteja mais distante da meta de 2% do Banco Central Europeu, a aceleração moderada do núcleo sugere que os efeitos da energia ainda não se espalharam com a mesma intensidade para todos os componentes.
Juros entram no radar
O cenário mantém a atenção sobre as próximas decisões do BCE. Analistas ouvidos pela Reuters avaliam que a autoridade monetária pode aguardar novos dados antes de promover outro aumento dos juros, mas uma nova escalada dos preços de energia pode antecipar essa discussão.
Os mercados acompanham a trajetória europeia porque mudanças nos juros e na inflação das grandes economias influenciam fluxos de capital, câmbio e preços de commodities negociadas internacionalmente.