Anvisa já apreendeu lotes falsificados e produtos de origem desconhecida; farmácia regularizada, caixa completa e nota fiscal ajudam a preservar a rastreabilidade.
Por Redação Pimenta Notícias
A alta procura por tirzepatida criou um mercado atraente para falsificadores e vendedores clandestinos. Em 2026, a Anvisa publicou diferentes resoluções de apreensão envolvendo Mounjaro falsificado e produtos que alegavam conter tirzepatida sem registro sanitário.
Que tipos de irregularidade a Anvisa encontrou
Nos alertas sobre Mounjaro, a empresa detentora do registro comunicou divergências como número de lote não reconhecido, número de série incompatível, dispositivo diferente do original, falha em código de rastreabilidade e até erro de grafia no rótulo.
Em julho de 2026, por exemplo, a Anvisa determinou a apreensão de unidades associadas aos lotes 855044, D880403, MJR 257 e D854901 após a identificação de diferentes sinais de falsificação. Em outro alerta, uma unidade do lote legítimo D881474 apresentou número de série incompatível.
Comprar em farmácia regularizada reduz o risco
A orientação oficial é adquirir medicamentos apenas em farmácias e drogarias regularizadas, inclusive quando a compra é feita pela internet. O endereço digital deve pertencer ao próprio estabelecimento autorizado.
Venda por perfil de rede social, grupo de mensagens, anúncio em marketplace ou contato informal retira camadas importantes de rastreabilidade e dificulta verificar origem, armazenamento e responsabilidade sanitária.
Caixa completa e nota fiscal importam
A Anvisa recomenda adquirir o medicamento na embalagem completa e exigir nota fiscal. Esses elementos ajudam a documentar a origem da compra e facilitam a investigação quando surge suspeita de falsificação.
Produto solto, sem caixa, com rótulo estranho, impressão ruim, idioma incomum para o mercado de destino, dispositivo diferente ou preço muito fora do padrão merece atenção. Nenhum desses sinais isoladamente confirma falsificação, mas justificam não utilizar o item antes de verificar sua autenticidade.
Não confie apenas em lote “verdadeiro”
Um dos casos de 2026 mostrou justamente que um número de lote legítimo pode ser reproduzido em um produto falso, acompanhado de número de série incompatível. Por isso, conferir apenas o lote na internet não é suficiente.
E se o produto veio do exterior?
Importação de medicamentos está sujeita a regras próprias e não deve ser confundida com compra informal de produto trazido sem documentação ou vendido por intermediários. Produtos sem registro, de fabricante desconhecido ou cuja entrada no país tenha sido proibida não oferecem garantia sanitária.
O que fazer diante de suspeita
Não utilize o produto até esclarecer a procedência. Guarde embalagem, comprovante e dados do vendedor. A suspeita pode ser comunicada à Anvisa ou à Vigilância Sanitária local e, quando se tratar de marca registrada, ao fabricante responsável.
Apuração e redação: Pimenta Notícias
Fontes consultadas: Anvisa — apreensões de lotes falsificados de Mounjaro em 2026; Anvisa — proibições de produtos com tirzepatida sem registro; orientações de compra em farmácias regularizadas.
Sobre esta reportagem: como os alertas sanitários são atualizados, a consulta ao portal oficial da Anvisa é necessária para verificar lotes e produtos afetados no momento da compra.