Presidente também cobrou reforma do Conselho de Segurança, defendeu o fim da escala 6x1 e disse que o país não aceitará pressão para privatizar o Pix.
Por Redação Pimenta Notícias
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (22) na Assembleia Geral da ONU que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”, em uma defesa da soberania nacional e em crítica à interferência estrangeira em eleições.
No discurso de abertura do debate geral, em Nova York, Lula não citou nominalmente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele condenou tentativas de dividir o mundo em áreas de influência e disse que o país seguirá aberto ao diálogo, mas rejeitará pressões externas sobre decisões internas.
O presidente também cobrou mudanças no Conselho de Segurança da ONU, que classificou como paralisado diante de guerras e crises internacionais. A fala incluiu apelos por soluções diplomáticas para os conflitos e por uma governança multilateral mais representativa.
Ao tratar da agenda brasileira, Lula defendeu o fim da escala de trabalho 6x1, afirmou que as apostas esportivas têm destruído famílias e disse que o Brasil não aceitará pressão para privatizar o Pix. Segundo o presidente, o país ainda espera novo recorde de exportações apesar das tarifas impostas pelos Estados Unidos.
A declaração ocorreu na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU. O Brasil fala tradicionalmente antes dos demais países; Trump discursou na sequência. Não houve encontro entre os dois presidentes nos bastidores antes das falas.
Fontes consultadas: cobertura do UOL e íntegra do discurso publicada pela Folha de S.Paulo.
Imagem: Ricardo Stuckert/PR — foto de arquivo de Lula na Assembleia Geral da ONU, em 23 de setembro de 2025.
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