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Dinheiro esquecido: como consultar Valores a Receber pelo CPF e pedir devolução em 2026

• 18:36:00
Dinheiro esquecido: como consultar Valores a Receber pelo CPF e pedir devolução em 2026
Enildo Amaral / Banco Central do Brasil — fotografia real da sede — origem e licença da imagem

Banco Central ainda registrava mais de R$ 6,2 bilhões disponíveis para resgate em maio; consulta é gratuita e pode ser feita até para pessoas falecidas.

Por Redação Pimenta Notícias

Milhões de brasileiros ainda têm dinheiro esquecido em bancos e outras instituições financeiras. Segundo a base estatística do Banco Central referente a maio de 2026, ainda havia cerca de R$ 6,24 bilhões disponíveis para devolução pelo Sistema de Valores a Receber, o SVR.

Em resumo

Banco Central ainda registrava mais de R$ 6,2 bilhões disponíveis para resgate em maio; consulta é gratuita e pode ser feita até para pessoas falecidas.

O serviço permite descobrir se uma pessoa física, empresa ou até uma pessoa falecida possui recursos que podem ser recuperados. A consulta é gratuita e deve ser feita diretamente no sistema oficial do Banco Central.

O que é o Sistema de Valores a Receber?

O SVR reúne informações enviadas por instituições financeiras sobre valores que ficaram esquecidos ou não foram devolvidos aos titulares.

Esses recursos podem ter origens diferentes, como saldos residuais de contas encerradas, tarifas cobradas indevidamente e posteriormente reconhecidas, valores de consórcios encerrados, contas de pagamento, corretoras e outras situações previstas pelo Banco Central.

Quanto dinheiro ainda estava esquecido em 2026?

Na base de maio de 2026, o Banco Central registrava aproximadamente R$ 6,24 bilhões ainda disponíveis para devolução.

Desse total, cerca de R$ 4,44 bilhões pertenciam a pessoas físicas, distribuídos entre mais de 24 milhões de beneficiários. Empresas respondiam por aproximadamente R$ 1,8 bilhão restante.

O sistema também já havia devolvido mais de R$ 15 bilhões desde o início do programa.

Como consultar se tenho dinheiro esquecido?

A consulta inicial pode ser feita sem login. O cidadão informa o CPF e a data de nascimento no sistema oficial do Banco Central.

Para empresas, a consulta utiliza o CNPJ e a data de abertura.

O resultado dessa primeira etapa informa se há ou não valores disponíveis, mas não necessariamente mostra imediatamente quanto dinheiro existe nem qual instituição deve devolvê-lo.

Como saber o valor e pedir a devolução?

Para visualizar detalhes e solicitar a devolução, o usuário precisa entrar no sistema com uma conta Gov.br compatível com os requisitos de segurança definidos pelo Banco Central.

Atualmente, o acesso à área de resgate exige conta Gov.br nível Prata ou Ouro e verificação em duas etapas ativada.

Depois do login, o sistema apresenta o valor, a instituição responsável e as opções disponíveis para recebimento.

Posso receber automaticamente por Pix?

O Banco Central oferece a possibilidade de solicitar devolução automática para quem possui chave Pix do tipo CPF e habilita essa funcionalidade no SVR.

Isso pode evitar a necessidade de entrar repetidamente no sistema para conferir novos valores, desde que a instituição participante e o caso estejam abrangidos pelo mecanismo.

E se eu não tiver chave Pix CPF?

Nem todo resgate depende de Pix. O próprio sistema informa as alternativas disponíveis conforme a instituição responsável.

Em algumas situações, pode ser necessário entrar em contato diretamente com o banco ou empresa indicada pelo SVR para combinar a forma de devolução.

É possível consultar dinheiro de uma pessoa falecida?

Sim. O Banco Central mantém uma opção específica para verificar valores pertencentes a pessoas falecidas.

O acesso aos detalhes e a solicitação de devolução exigem legitimidade do interessado, como herdeiro, inventariante ou representante autorizado, além dos procedimentos indicados pelo sistema.

A existência de valor não significa que ele possa ser transferido automaticamente para qualquer parente.

De onde pode vir esse dinheiro?

Entre as origens previstas no SVR estão:

Pontos principais
  • saldos de contas-correntes ou poupanças encerradas;
  • recursos de grupos de consórcio encerrados;
  • tarifas ou despesas cobradas indevidamente e reconhecidas para devolução;
  • saldos de contas de pagamento pré-pagas ou pós-pagas encerradas;
  • recursos mantidos em corretoras e distribuidoras;
  • outros valores reconhecidos pelas instituições participantes.

O Banco Central cobra alguma taxa?

Não. A consulta e o resgate pelo Sistema de Valores a Receber são gratuitos.

O Banco Central alerta que não envia links por WhatsApp, SMS ou e-mail pedindo confirmação de dados para liberar dinheiro. Também não cobra taxa nem solicita pagamento antecipado.

Como identificar golpe do dinheiro esquecido?

Desconfie de mensagens que prometem um valor específico antes de você fazer a consulta oficial, principalmente quando exigem pagamento para “desbloquear” a quantia.

O caminho seguro é acessar diretamente o site do Banco Central e entrar no Sistema de Valores a Receber. Não use links encaminhados por desconhecidos.

Apuração e redação: Pimenta Notícias

Fontes consultadas: Banco Central do Brasil

Imagem: Enildo Amaral / Banco Central do Brasil — fotografia real da sede

Conteúdo produzido pelo Pimenta Notícias com estrutura própria, a partir da verificação e organização das informações públicas citadas.

Fonte: Pimenta Notícias — apuração e redação; fontes consultadas: Banco Central do Brasil

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