Relatório divulgado nesta terça (3) também prevê Selic de 13,50% e crescimento econômico de 1,76% em 2026; números são expectativas, não valores realizados.
Por Redação do Pimenta Notícias
As expectativas do mercado financeiro para a inflação, os juros básicos e o dólar ficaram mais altas na rodada do Boletim Focus divulgada nesta terça-feira, 3 de novembro de 2026. O levantamento do Banco Central reúne projeções de instituições financeiras e consultorias, e mostrou também uma redução na estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano.
Para a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a projeção do mercado subiu de 5,19% para 5,22% em 2026. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de expansão passou de 1,80% para 1,76%. São previsões para o fechamento do ano, e não resultados já registrados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Juros e dólar: o que mudou
A estimativa para a taxa Selic no fim de 2026 passou de 13,25% para 13,50% ao ano. A taxa vigente é de 13,75% ao ano, de modo que o mercado ainda contempla a possibilidade de algum corte antes do encerramento de dezembro, mas de tamanho menor que o previsto na rodada anterior.
O dólar projetado para o último dia de 2026 passou de R$ 5,05 para R$ 5,34. Esse valor representa uma expectativa de câmbio para o fim do ano; não deve ser confundido com a cotação negociada hoje nas instituições financeiras ou no mercado à vista.
Projeções para os próximos anos
Para 2027, o Focus registrou previsão de inflação de 4,76%, Selic de 12,50% e dólar de R$ 5,40. A expansão econômica esperada para o próximo ano ficou em 1,20%. Já para 2028, a mediana das instituições aponta inflação de 4%, juros de 11% e crescimento do PIB de 1,8%.
Por que essas estimativas importam para as famílias
Uma inflação acima do desejado significa pressão potencial sobre o poder de compra, especialmente em alimentação, transporte e serviços. Já os juros mais altos tendem a encarecer empréstimos, financiamentos e compras parceladas. O câmbio influencia preços de insumos importados e pode afetar diferentes cadeias produtivas, inclusive o agronegócio e os negócios de Rondônia.
As projeções não representam decisão do Banco Central nem promessa de que os números serão atingidos. A Selic é definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), enquanto o IPCA e o PIB efetivos são divulgados pelo IBGE ao longo do tempo. Eventos econômicos, decisões de política monetária e mudanças nas expectativas podem alterar as medianas do Focus nas próximas semanas.
Onde acompanhar
O Banco Central disponibiliza os relatórios e séries do Focus no portal institucional. Os dados da edição de 3 de novembro foram também detalhados pela Agência Brasil, com comparação entre as projeções atuais e as da semana anterior.
Fonte da reportagem: Agência Brasil — Pedro Peduzzi, 03/11/2026; Banco Central — Boletim Focus