Portaria nacional passa a permitir doação sete dias após tatuagem, micropigmentação ou piercing feitos em local licenciado; triagem continua individual.
Por Redação Pimenta Notícias
Novos critérios nacionais para doação de sangue entraram em vigor nesta quarta-feira (30) e alteraram períodos de impedimento temporário para diferentes situações. A mudança decorre da Portaria GM/MS nº 11.685/2026, do Ministério da Saúde, e passa a orientar os serviços de hemoterapia em todo o país.
Uma das alterações de maior interesse público envolve tatuagem, micropigmentação e piercing. Quando o procedimento tiver sido realizado em estabelecimento licenciado pela vigilância sanitária, o período de espera pode cair para sete dias, conforme os critérios da nova norma.
Doadores regulares podem continuar após os 70
A atualização também modifica regras relacionadas à idade. Pessoas que já são doadoras regulares podem continuar doando após os 70 anos nas condições previstas pela regulamentação e pela avaliação do serviço de hemoterapia.
A mudança não elimina a triagem. Cada candidato continua sendo avaliado individualmente antes da coleta, com análise de condições clínicas, histórico e situações que possam representar risco ao doador ou ao receptor.
Serviços precisam adaptar protocolos
Hospitais e hemocentros estão atualizando questionários de triagem, procedimentos internos e rotinas assistenciais para aplicar os novos critérios. A Anvisa já havia orientado o período de transição regulatória para a entrada em vigor da portaria.
O objetivo declarado pelo Ministério da Saúde é ampliar o universo de pessoas aptas sem reduzir a segurança transfusional.
Brasil coleta menos bolsas que o volume considerado ideal
Dados citados pela HU Brasil indicam que o país coleta aproximadamente 3,5 milhões de bolsas de sangue por ano. O volume considerado ideal para atender à demanda seria de cerca de 5,7 milhões.
Quem pretende doar deve conferir os requisitos do hemocentro da sua região antes de se deslocar. A aptidão final é definida pela triagem realizada no próprio serviço.
A atualização também exige que os serviços revejam rotinas internas e mantenham a avaliação clínica individualizada. A redução de alguns prazos não transforma a doação em automática: condições temporárias ou permanentes ainda podem impedir a coleta conforme a triagem.
Fontes consultadas: HU Brasil e Ministério da Saúde/Anvisa.
Imagem: Pixabay, via HU Brasil.