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André Mendonça retira sigilo de rede de pagamentos do Banco Master

• 19:44:00

André Mendonça durante sessão no STF — Foto: Luiz Silveira/STF


Decisão torna público material relacionado à investigação financeira. Pedido de levantamento do sigilo passou por Alexandre de Moraes, pela PGR e pelo presidente do STF, Edson Fachin.

EM RESUMO

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta segunda-feira (14) a retirada do sigilo de informações relacionadas à rede de pagamentos de Daniel Vorcaro e do Banco Master. A decisão ocorre na véspera de uma sessão do STF relacionada a mensagens encontradas pela Polícia Federal.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta segunda-feira (14) o sigilo de dados relacionados à rede de pagamentos do banqueiro Daniel Vorcaro e do Banco Master.

Com a decisão, passa a ter publicidade material que inclui um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) relacionado às apurações conduzidas no caso.

O levantamento do sigilo ocorre em um momento de atenção sobre as investigações envolvendo o Banco Master e antecede uma sessão do Supremo prevista para esta terça-feira (15).

O que é o relatório financeiro

Durante as investigações, a Polícia Federal solicitou ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) relatórios vinculados a pessoas físicas e jurídicas relacionadas à apuração.

ENTENDA O RIF é produzido a partir de comunicações e informações financeiras e pode apontar movimentações consideradas atípicas ou suspeitas. O documento auxilia autoridades responsáveis por investigações financeiras e criminais.

Segundo as informações divulgadas sobre o caso, dezenas de procedimentos relacionados às investigações do Banco Master já tiveram o sigilo retirado no Supremo.

Como o pedido chegou a André Mendonça

O ministro Alexandre de Moraes solicitou ao presidente do STF, Edson Fachin, o levantamento do sigilo do material antes da sessão prevista para terça-feira.

Fachin encaminhou o pedido para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR). A instituição se manifestou favoravelmente à retirada do sigilo.

Depois da manifestação da PGR, Fachin encaminhou a questão a André Mendonça, relator das investigações ligadas ao caso Master. Mendonça, então, determinou a retirada do sigilo.

O CAMINHO DO PEDIDO
1. Alexandre de Moraes pede o levantamento do sigilo

2. Edson Fachin consulta a PGR

3. PGR manifesta-se favoravelmente

4. Fachin encaminha o pedido a André Mendonça

5. Mendonça determina a retirada do sigilo

PGR apoiou a publicidade do documento

A manifestação favorável foi assinada pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho.

Segundo a manifestação divulgada, a Procuradoria informou que anteriormente não havia se pronunciado especificamente sobre aquele documento porque não tinha conhecimento de sua existência.

A avaliação apresentada ao Supremo foi de que o acesso ao material poderia contribuir para que os ministros tivessem conhecimento mais amplo dos elementos relacionados ao tema que será discutido pela Corte.

A retirada do sigilo ocorre na véspera de uma sessão do Supremo que deverá discutir os desdobramentos de mensagens encontradas pela Polícia Federal.

Mensagens entram no centro da discussão

O STF tem sessão prevista para esta terça-feira (15) envolvendo o relatório produzido a partir de material localizado pela Polícia Federal durante as investigações.

De acordo com as informações divulgadas, a PF identificou 52 mensagens no período entre dezembro de 2023 e novembro de 2025.

O material provocou discussões dentro do Supremo sobre a forma como as informações foram produzidas e sobre quais providências poderão ser adotadas a partir delas.

Contrato de R$ 130 milhões aparece no relatório

Entre os pontos descritos no relatório da Polícia Federal está um contrato no valor de R$ 130 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia Barci de Moraes, ligado à advogada Viviane Barci.

O relatório atribui a Alexandre de Moraes participação na análise e edição do contrato. O conteúdo e a própria forma de produção desse relatório estão entre os pontos que passaram a gerar debate dentro do Supremo.

A Procuradoria-Geral da República já havia defendido o arquivamento desse relatório sob o argumento de que existiriam questionamentos sobre a maneira como o documento foi produzido.

O que acontece agora

A discussão deve avançar nesta terça-feira (15), quando o Supremo tem sessão prevista para analisar os desdobramentos do relatório e das mensagens localizadas durante a investigação do caso Banco Master.

Com informações do g1 e consulta a informações públicas do Supremo Tribunal Federal.

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