Central nacional orienta e recebe denúncias 24 horas; emergências com risco imediato exigem acionamento da Polícia Militar.
Por Redação do Pimenta Notícias
Reconhecer uma situação de violência é importante, mas saber onde procurar ajuda pode fazer diferença no momento de maior insegurança. No Brasil, dois números costumam aparecer nas campanhas de proteção às mulheres: 180 e 190. Eles não são intercambiáveis, pois prestam serviços diferentes.
Para que serve o Ligue 180
A Central de Atendimento à Mulher oferece acolhimento, informações sobre direitos, orientação para acessar serviços especializados e registro de denúncias de violência contra mulheres. O telefone 180 é gratuito e funciona 24 horas por dia, inclusive em fins de semana e feriados. A central também possui canais de WhatsApp, e-mail e atendimento em Língua Brasileira de Sinais (Libras), incluindo WhatsApp (61) 9610-0180 e e-mail central180@mulheres.gov.br, conforme o Ministério das Mulheres em agosto de 2026.
Uma pessoa pode buscar orientações mesmo quando ainda não sabe qual órgão procurar ou precisa entender os caminhos disponíveis. O serviço também recebe informações de terceiros que tenham conhecimento de uma situação de violência. As denúncias passam por avaliação técnica antes de serem encaminhadas aos órgãos responsáveis, e a pessoa atendida pode acompanhar a tramitação mediante o protocolo fornecido.
Quando ligar 190
Se a agressão estiver ocorrendo naquele momento, houver ameaça imediata ou risco à integridade física, a orientação é acionar o 190, telefone de emergência da Polícia Militar. A central 180 não substitui o socorro policial urgente. Se alguém estiver ferido e precisar de atendimento médico imediato, também pode ser necessário acionar o serviço de urgência da região.
Violência não se resume a agressão física
A Lei Maria da Penha reconhece, no contexto doméstico e familiar, violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Ameaças, isolamento, controle financeiro, humilhações e restrições impostas à liberdade podem exigir orientação e proteção, mesmo quando não há lesões visíveis.
Em Rondônia, a rede de atendimento reúne serviços de segurança, assistência social, saúde e Justiça. O caminho adequado depende do município e da situação concreta. Mulheres que precisem de informações sobre atendimento especializado podem começar pelo 180; nos casos urgentes, o 190 deve ser priorizado.
Como ajudar sem expor a vítima
Quem presencia ou toma conhecimento de uma situação de violência deve evitar divulgar nomes, fotos ou detalhes que aumentem o risco para a mulher. É possível buscar orientação sobre como agir de forma segura e respeitar a necessidade de sigilo. Não se deve exigir que a vítima relate repetidamente o que aconteceu para receber apoio.
Este guia apresenta os canais de orientação e emergência disponíveis no país. Para consultar canais e procedimentos atualizados, veja o especial oficial do Ministério das Mulheres sobre o Ligue 180.
Fonte da reportagem: Ministério das Mulheres — especial Lei Maria da Penha, 06/08/2026